Ela é de marra, toda bipolar. Durona por fora e coração mole por dentro. Toda estressada e toda apaixonada. Ela sou eu.
Mas, ao mesmo tempo eu queria acreditar que você era diferente, porque eu sempre tive esperança em você, sempre achei que você iria me fazer ver o mundo com outros olhos. Fiquei durante muito tempo pensando numa maneira certa de agir, foi aí que decidi esquecer essa porra de quase-amor que eu sinto por você. E era isso que mais doía, o quase-amor, porque no fundo eu queria que fosse amor. Mesmo assim, insisti em colocar um ponto final.
Guardei o beijo que você me deu.
O que sei é que não sou carente pra aceitar restinhos. Se estou inteira, quero alguém inteiro também. É mais do que justo.
Escrevemos porque ninguém nos ouve.
De alguma forma, todos os dias alguém bate à nossa porta e nos convida a desistir.
Madrugada, o horário oficial da saudade dos momentos incríveis que nunca mais voltarão. Aquela lágrima que você não conseguiu derramar o dia inteiro veio cair agora, lentamente sobre o rosto, sem nenhuma permissão.
Um “Eu te amo” já não me convence mais.
Pode chorar querida, não é um erro, é uma necessidade. Você precisa colocar pra fora toda a dor que já lhe causaram. Você está sendo forte por guardar isso tudo só pra você, nunca se julgue fraca porque você não é. E eu sei, você sabe, e todas as garotas do mundo sabem como é isso. Só continue sendo forte.